Sempre tive na minha família contato com leitura, meus pais mas
principalmente minha Vó era apaixonada por leitura. Sempre que penso em
leitura lembro dela, sempre insentivando esse hábito. Ela morava em
Araxá- MG, apesar da distância sempre foi muito presente. Ela era
uma leitora assidua da revista Veja. Ela teve Alzheimer, e a leitura ou
melhor a diminuição dela, fez com que nós da família percebecemos a doença. Ela já não lia
mais, pois, já não entendia com clareza o que lia. Isso foi uma das
maiores marcas que a doença deixou.
Além da minha vó, tem um livro que sempre me recordo quando falo em leitura, que sem dúvida foi o start
para eu começar a me apaixonar pela leitura de livros, que até então
era mais limitada a revistas infantis e depois revistas adolescentes, "
Depois daquela viajem". Li esse livro aos 13 anos para fazer prova na
escola e nunca mais parei. Hoje sempre gosto de estar lendo alguma
coisa, mesmo com o tempo sendo meio restrito, mas não deixo de ler. Na
minha opinião a leitura além de informar, ensinar e distrair é uma
terapia para a alma.
Fabiana Nery Ramalho

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