quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


Melhor Gestão, Melhor Ensino – Ciências

Roteiro para Atividade de Vivência –
Debate em sala de aula

ÁLCOOL OU GASOLINA?

Se você pudesse proteger a atmosfera contra a poluição apenas fazendo a escolha correta do combustível de seu carro, você o faria? 

EMEF MORADA DO SOL
Diretora- Angela Maria Rossatto
Vice Diretora- Rosana  Féxina
Série : 7º ano A

1. Descreva como você organizará os debates em sala de aula. Utilize os  pontos mais interessantes que você destacou na leitura do texto e as anotações do que você julga ser relevante na realização da situação de aprendizagem para organizar o debate.
2. Anote, para preenchimento do “Relatório Atividade de Vivência”, as seguintes informações: seu nome, o nome da escola, a quantidade de  turmas e alunos, os anos/séries atendidos, o conteúdo trabalhado, as  habilidades e competências que se pretende desenvolver, os recursos  utilizados, as formas de avaliação e os resultados obtidos.
3. Valorize a fala dos alunos, dedicando a eles sua atenção, seja em palavras, gestos ou postura corporal.
4. Elabore um mapa conceitual contendo os conceitos mais relevantes ligados ao tema e que surgiram no debate.
5. Explique como e quando o mapa conceitual construído a partir dos conceitos levantados pelos alunos durante o debate será apresentado e discutido com a turma.

ÁLCOOL OU GASOLINA?
Se você pudesse proteger a atmosfera contra a poluição apenas fazendo a escolha correta do combustível de seu carro, você o faria? 


Tempo previsto: 2 aulas.

Conteúdos e temas: -álcool como combustível, vantagens e desvantagens.
Competências e habilidades:
-elaborar argumentos consistentes para enfrentar a situação-problema relativa ao uso do álcool como combustível;
-distinguir recursos renováveis de não renováveis.
estratégias de ensino: debate em sala de aula
recursos: disponibilidade de fontes de pesquisa para os alunos: jornais, revistas, livros e
internet. https://www.blogger.com/ Ciências é Fácil  
Avaliação: a avaliação pode considerar o trabalho dos alunos durante o preparo do debate, sua participação e as suas conclusões e relatos ao final da Situação de Aprendizagem.

Etapa 2 - Preparando-se para o debate
• Grupo que defenderá o uso do álcool, as principais vantagens estão relacionadas a seguir:
1) o álcool é um combustível renovável;
2) os impactos na atmosfera com relação à emissão de gás carbônico são muito menores em
comparação com o uso de combustíveis fósseis;
3) o clima de muitas regiões brasileiras é favorável ao cultivo da cana-de-açúcar.

 Para o grupo contrario ao  uso do álcool, os principais argumentos estão relacionados a seguir:
1) o álcool é um combustível menos eficiente que a gasolina (o poder calorífico – energia armazenada – é menor);
2) as áreas para plantação de cana-de-açúcar tomam o espaço de cultivos que poderiam alimentar as pessoas.


Etapa 3 - Durante o debate
ARGUMENTOS FAVORÁVEIS
ARGUMENTOS CONTRÁRIOS










Anotar na lousa  os argumentos favoráveis e desfavoráveis

Etapa 4 - Finalizando o debate
Resposta pessoal, mas deverá ser coerente com o debate onde o professor foi mediador .É importante que os alunos reconheçam que a situação-problema a ser enfrentada apresenta vários aspectos que devem ser considerados. Mesmo assim, tendo em vista o atual problema do aquecimento global, o uso do álcool como combustível “mais verde” do que os derivados do petróleo deve ser pensado com muita responsabilidade.

Etapa 5- Mapas conceituais
Os mapas conceituais são úteis para representar o conhecimento que temos sobre qualquer assunto.
Alberto Cañas, criador do programa CmapTools.

Construção do Mapa Conceitual
Explique como e quando o mapa conceitual construído a partir dos conceitos levantados pelos alunos durante o debate será apresentado e discutido com a turma

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Série sobre energia
Biodiesel e etanol
Introdução 
Brasil, que conta hoje com uma matriz energética mais equilibrada e diversificada.
Examinar em detalhes as fontes de energia alternativas ou complementares e seu potencial para substituir fontes convencionais de elevado teor energético, mas poluentes e não-renováveis, como o petróleo.
Neste plano, vamos examinar a produção de etanol e de biodiesel no Brasil e no mundo e seus usos e finalidades, fazendo uma comparação com as fontes fósseis.
Objetivos 

Identificar e analisar processos produtivos, o papel e a importância da produção de álcool combustível e biodiesel a partir de diferentes matérias-primas vegetais.
 
Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para economizar energia e evitar usos inadequados e predatórios dos recursos disponíveis.
 

Desenvolvimento das atividades 

Primeira aula 
Como vem se configurando a produção de etanol e biodiesel no Brasil e no mundo? Quais seus usos e finalidades e também suas repercussões? Em que medida tais opções energéticas podem ser uma alternativa frente ao uso de combustíveis fósseis? Como ficará a situação do Brasil, que acaba de descobrir imensas reservas de petróleo nas profundezas do oceano? São questões que chamam a atenção e podem mobilizar os estudantes para estudos e pesquisas, projetos de trabalho e sequências didáticas na escola.

Solicite à moçada que examine novamente o gráfico sobre o consumo mundial de energia por fonte (vide aula
 Energia no mundo). Ele mostra que há crescimento no consumo total em cada uma das fontes de energia consideradas. Embora o aumento seja relativamente maior em outras fontes, as projeções indicam participação majoritária do petróleo nos próximos anos. Em seguida, proponha o exame dos três gráficos a seguir. Eles mostram um "estado da arte" da produção do etanol e do biodiesel no Brasil e no mundo (para outros dados, consulte a reportagem O cenário do etanol, no Planeta Sustentável). 

Robles/Pingado
Robles/Pingado 
Robles/Pingado

Peça que os estudantes apresentem suas análises para toda a turma. Em seguida, discuta os resultados coletivamente e faça alguns destaques. Por exemplo, o investimento em fontes ditas alternativas vem sendo liderado pela energia eólica e pelos biocombustíveis, respectivamente destinados à geração de energia elétrica e ao abastecimento de veículos. Entre os grandes produtores de biocombustíveis estão o Brasil, com o etanol à base de cana-de-açúcar, e os EUA, com o etanol feito do milho. Países da Europa vem se dedicando à produção de biodiesel, casos da Alemanha e da França. Os biocombustíveis deram um salto extraordinário de 1980 a 2005, com a produção sendo multiplicada em oito vezes no período. No Brasil, já há experiências para a produção de biodiesel a partir do dendê e da mamona, entre outras matérias-primas. No caso do etanol, vale a pena destacar o papel do nosso país, que criou o programa nacional do álcool já na década de 1970, em meio às duas crises do petróleo, enquanto os países da Europa e os Estados Unidos só mais recentemente passaram a investir nessas opções. No caso americano, a elevada produção de milho favoreceu o investimento no etanol à base desse cereal. Como veremos adiante, o tema está cercado de polêmicas, em especial no debate etanol x produção de alimentos. Solicite que, em pequenos grupos, os jovens organizem os dados e conclusões preliminares. Para as próximas aulas, proponha uma reflexão sobre os usos e destinações dessa opção energética. A quem ou quais setores a nova produção de biocombustíveis está atendendo? Não estaria esta opção reforçando um "modelo" (econômico, de transportes, de estilos de vida) que já vem dando sinais claros de esgotamento?
 

Segunda e terceira aulas 
Retome as discussões anteriores e proponha a elaboração de um quadro com as relações custo-benefício do etanol combustível e da gasolina. Eles deverão anotar os custos sociais e ambientais das opções e os eventuais benefícios e vantagens de cada um deles. Em seguida, converse um pouco mais com a turma sobre os debates envolvendo a produção de etanol. Seja de cana-de-açúcar, de milho ou de outra matéria-prima vegetal, o álcool combustível tem a vantagem de ser menos poluente e renovável. Ocorre, entretanto, que muito do esforço para gerar essa nova opção pode estar reforçando o modelo rodoviário de transportes e a proeminência do uso do automóvel individual. Para se ter uma ideia, a frota no Brasil em 1995 era de 25 milhões de veículos, devendo dobrar esse número em 2010. Desse modo, a discussão sobre as fontes de energia alternativas deve contemplar as necessidades do conjunto da população, que precisa de meios de transporte mais eficientes, em especial nas grandes cidades. De outro lado, é preciso diminuir o peso do automóvel que, além de poluir, contribui para os congestionamentos urbanos e provoca imensas cirurgias nas cidades na busca de criar novas vias, túneis, viadutos etc. - algo de custo elevado e retorno social questionável. (para outros dados, consulte a reportagem Mais energia limpa, menos carbono, no Planeta Sustentável) 

Outro ponto importante é a relação entre a produção de cana e a devastação da vegetação. Vale lembrar que, no Brasil, a cana avança sobre coberturas vegetais que precisam ser protegidas, como as do cerrado e do Pantanal. Além disso, existe um grande debate sobre a da produção de etanol x produção de alimentos. Comparando-se a produção brasileira, à base de cana, com a norte-americana, à base de milho, dados mostram que a primeira tem maior produtividade por hectare, ocupa menos percentual de áreas plantadas e não concorre com a produção de alimentos. O milho, por sua vez, além da menor produtividade, é um item básico da alimentação norte-americana e de muitos outros países, que compram esse bem agrícola dos EUA. Para uma comparação mais acurada, os estudantes poderão examinar os gráficos a seguir e tirar suas conclusões:
 

Área plantada com cana-de-açúcar para o etanol e outras lavouras (Brasil)
 
Robles/Pingado


Área plantada com milho para o etanol e outras lavouras (Estados Unidos)
Robles/Pingado

Fonte: Revista Veja, ed. 2058, ano 41, n.17, p. 60-61; Planeta Sustentável  

Para finalizar os debates, os estudantes poderão examinar, no caso brasileiro, o significado e as prováveis repercussões da descoberta de enormes reservas de petróleo no subsolo oceânico, o pré-sal. Se necessário, encomende uma rápida pesquisa sobre o assunto. O petróleo situado na camada de pré-sal situa-se a aproximadamente 5 a 7 km de profundidade em relação à superfície do oceano, num lençol na Bacia de Santos com cerca de 800 km de extensão, do litoral paulista ao catarinense. Dados preliminares indicam a possibilidade de existir até 80 bilhões de barris - o que certamente transformaria o país num dos principais produtores mundiais, ao lado de países árabes e da Venezuela, por exemplo. Muito comemoradas, as novas reservas significam também a continuidade do uso de fontes fósseis e a carbonificação da matriz brasileira, de consequências ambientais, sociais, políticas e econômicas já bem conhecidas. (para outros dados, consulte a reportagem
 Brasil: energia múltipla, no Planeta Sustentável). Os resultados poderão ser apresentados em meio eletrônico, com exposição oral para a turma e outras classes da escola, ou em relatórios de pesquisa. 

Avaliação 
É essencial avaliar o domínio progressivo de conceitos, noções e processos, como os de recursos e fontes energéticas renováveis e não-renováveis e suas relações com as dimensões econômica, social e ambiental. Avalie o conjunto das produções de textos explicativos, dos quadros e dos relatórios e apresentação de pesquisas. Reserve um tempo para que as turmas avaliem a experiência e o tema estudado.

Quer saber mais?
Bibliografia
Dossiê Terra - O Estado do Planeta 2010, National Geographic, Ed. Abril, tel. (11) 3037-6004.
 
(Consulte também a edição 2007 da publicação, Dossiê Terra: por uma Vida Sustentável no Século XXI, e o especial Energia para o Futuro, da Revista National Geographic, publicado em 2009).
 
Atlas da Situação Mundial, Dan Smith, Cia. Editora Nacional, tel. (11) 2799-7799.
 

Internet 
Balanço Energético Nacional 2008
 
Balanço publicado pelo Ministério das Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética com dados sobre produção, consumo e oferta por fonte de energia no país. 


Álcool Combustível
Um dos principais temas de discussão no mundo moderno é o papel da energia na sobrevivência e no desenvolvimento da civilização humana, e o risco de destruição do ambiente por uso indiscriminado de energia. A energia pode ser gerada em usinas atômicas e usinas hidroelétricas, mas boa parte da energia utilizada hoje provém da queima de combustíveis, que são compostos orgânicos; por isso a preocupação com os problemas de energia faz parte obrigatoriamente da consciência dos químicos orgânicos.
Sabemos que os combustíveis fósseis (gasolina, gás natural) são importantes fontes de energia e matéria-prima  para a manutenção da vida e da civilização. No entanto, eles não são recursos renováveis, isto é, estará esgotado em um futuro próximo, motivo de preocupação e de decisões. No futuro, contaremos com a energia obtida da fissão nuclear – igualmente não-renovável – e a energia de recursos renováveis, que podem ser substituídos periodicamente pelo crescimento sazonal das plantas.
O conceito de energia renovável provém das seguintes considerações: sem a influência do ser humano, a Terra recebe energia exclusivamente do Sol e perde energia para o espaço em um processo equilibrado que mantém a temperatura média constante; parte da energia recebida do Sol é utilizada pelas plantas para transformar CO2 e H2O em compostos orgânicos, que são utilizados pelos animais para gerar novamente energia CO2, mantendo constante também a concentração de CO2 na atmosfera; outra parte é utilizada para transformar água em vapor ou para movimentar o ar, sendo depois convertida em calor nas chuvas, ventos, cachoeiras, etc. A energia produzida por usinas hidroelétricas, portanto, não deve alterar a temperatura média da Terra, pois ela seria mesmo transformada em calor de uma forma ou de outra, e é renovável porque a água sempre reinicia o seu ciclo de evaporar e condensar, retornando ás cachoeiras; da mesma forma, a energia produzida por combustíveis como o etanol (proveniente da fermentação do caldo de cana) também não é uma energia adicionada ao ambiente, pois seria transformada em calor de qualquer madeira; e é renovável porque pode-se plantar mais cana para absorver a energia solar e produzir mais etanol.
Da cana-de-açúcar, recurso renovável, é obtido um dos combustíveis utilizados no Brasil: o álcool etílico ou etanol (C2H5OH). Outros vegetais ricos em açúcar, como beterraba e frutas, em amido, como mandiocaarroz e milho, e em celulose, como madeira – principalmente dos eucaliptos -, também podem ser utilizados para produzir etanol.
Frota verde tenta reviver o Proálcool
O pontapé para a reativação do Proálcool foi dado pelo governo, por meio da Lei nº 9.660. Entre outros pontos ela instituiu a “frota verde", obrigando a troca de toda a frota Federal por modelos a álcool num prazo de cinco anos. As exceções são carros de combate e de transporte de tropas do Exército. Veículos adquiridos com incentivos fiscais também terão de ser movidos com o combustível (como táxis), e grupos de consórcio destinados à aquisição de veículos a álcool terão prazo de duração maior.
Os alcoóis, em excesso de oxigênio, queimam (combustão completa), produzindo CO2 e H2O. A combustão do álcool limpo contribui para a redução do efeito estufa e diminui substancialmente a poluição do ar, já que é menos poluente que os combustíveis fósseis (como gasolina, carvão e diesel), minimizando os seus impactos na saúde pública.
H3CCH2OH + 3 O2 2 CO2 + 3 H2O ∆H = - 1.368 kJ/mol








Qual polui mais: Álcool ou Gasolina?
Qual polui mais: Álcool ou Gasolina? 
Qual combustível afeta menos a atmosfera?
Se você pudesse proteger a atmosfera contra a poluição apenas fazendo a escolha correta do combustível de seu carro, você o faria? 
O que vamos apresentar agora é uma comparação entre a Gasolina e o Álcool. Qual deles polui mais?

Álcool combustível: Composto por hidrogênio, carbono e oxigênio. Também chamado de etanol ou álcool etílico, é produzido por fermentação a partir da cana de açúcar, ou seja, é um combustível não derivado do petróleo, só por isso já leva vantagem: sua queima emite menos gases poluentes na atmosfera.

O poder calorífico do álcool é 6300 cal/g, esse valor representa a capacidade do combustível de liberar energia ao ser queimado. No caso do álcool o valor é alto, o que significa que ele é capaz de mover o carro com menos combustível queimando, o que reflete em menos poluentes.

Gasolina: composta basicamente por hidrocarbonetos (carbono e hidrogênio). Apresenta como produtos de sua combustão, Dióxido de carbono e Monóxido de carbono. Dióxido de carbono (CO2) é um gás perigoso que contribui para o efeito estufa e o aquecimento global. Já o Monóxido de carbono (CO) é um gás formado pela combustão incompleta e se acumula em nossa atmosfera na forma de um poluente (smog = neblina escura). Ambos são maléficos à humanidade.

O álcool é um combustível que não afeta a camada de ozônio e por isso não é tão perigoso para atmosfera quanto à gasolina. A melhor notícia é que nos últimos anos o preço do álcool foi se tornando acessível em resposta ao aumento do preço do petróleo e, no ano de 2003, começou a produção e venda de carros flexfluel (motores que funcionam com álcool e gasolina). Esse foi o impulso que o álcool precisava para se tornar mais utilizado, mas mesmo assim carros movidos a gasolina são maioria.
 

E você, qual deles irá usar para garantir um futuro melhor para as próximas gerações?



Álcool combustível


http://www.brasilescola.com/img/fonte.jpg
http://www.brasilescola.com/upload/e/alcool%20combustivel%20-%20B.E.jpg
A cana-de-açúcar é uma das matérias-prima do álcool.
O álcool corresponde a um líquido transparente, com cheiro forte e sem cor, cuja característica principal é a capacidade de ser queimado, ou seja, é um líquido inflamável.

Na composição do álcool encontramos átomos dos seguintes elementos: hidrogênio, carbono e oxigênio. A queima do álcool dá origem aos produtos água, gás carbônico e muita energia.

Os álcoois mais conhecidos são o metanol e etanol. O metanol é perigoso por ser tóxico, pode provocar cegueira e até matar. O etanol é mais conhecido por álcool etílico, e é produzido por fermentação a partir da cana de açúcar. O processo consiste em fermentar a cana de açúcar pela ação de bactérias e fungos.

A cana-de-açúcar não é a única matéria prima existente para a produção de álcool combustível, em outros países, ele é extraído do milho, da beterraba e até da madeira.

Vantagens do etanol:

1- Alto índice de octonas: Chamamos octonagem o poder de resistência à compressão da mistura ar-vapor de combustível dentro do motor.

2- Libera grande quantidade de energia ao ser queimado: O poder calorífico do álcool combustível é de 6300 cal/g. Num motor de combustão interna, é o vapor de combustível que sofre combustão, por isso, um combustível é bom quanto maior for sua facilidade em passar para o estado gasoso.

3 - Apresenta preço acessível: O álcool foi uma solução brasileira como alternativa ao petróleo, é um combustível ecologicamente correto, o álcool não afeta a camada de ozônio e é obtido de fonte renovável.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola



Etanol brasileiro deve custar menos que 60% do preço da gasolina para que demanda cresça

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Os preços do etanol no Brasil, o segundo maior produtor do biocombustível, precisam ficar abaixo de 60% do preço da gasolina para que os motoristas mudem para o combustível advindo da cana, impulsionando a demanda doméstica, segundo a consultoria Datagro.

Segundo o presidente da Datagro, Plinio Nastari, apesar de a paridade de preços ser alcançada quando o etanol puro custa entre 67 e 69,4% do preço da gasolina, como o biocombustível queima mais rapidamente, os consumidores precisam que o preço seja ainda menor do que isso para trocarem o combustível fóssil pela alternativa sustentável.

"Os consumidores migram de um produto para o outro quando a diferença [de preços] é significativa", afirmou Nastari em conferência promovida pela Organização Internacional do Açúcar. "Quando os preços ficarem abaixo de 60%, teremos uma movimentação significativa em direção ao etanol".

O centro-sul do Brasil, principal região produtora do biocombustível no país, deve moer o volume recorde de 591,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2013/2014, iniciada em abril, estima a Datagro. A produção de açúcar deve atingir 34,2 milhões de toneladas, volume semelhante ao do ano passado, e a do etanol deve crescer para 25,6 bilhões de litros, ante os 21,4 produzidos na safra anterior. Os produtores da maior economia da América Latina fabricam o adoçante e o biocombustível a partir da cana-de-açúcar bruta.

Cerca de 24% da frota de veículos flex-fuel do Brasil usam etanol hoje, frente os 82% de 2009, disse Nastari. Isso significa que ainda há potencial para que a demanda pelo etanol vá de 1 bilhão de litros por mês para 1,9 bilhão de litros, se a quantidade de veículos flex abastecidos com o biocombustível se igualar à de 2009. Naquele ano, os preços do etanol equivaliam a 54-56% os da gasolina, lembrou.

Etanol

"Há grande potencial para variação no consumo de etanol, dependendo da preferência do consumidor por etanol hidratado ou gasolina", afirmou Nastari, referindo-se ao etanol puro utilizado nos veículos flex-fuel. "Uma variação de 10% no número de consumidores optando por um ou outro combustível pode resultar em 6 milhões de toneladas a mais ou menos de açúcar. O fator mais importante no mercado de açúcar, hoje, é a escolha de combustível feita pelos motoristas brasileiros".

Os futuros de açúcar caíram 11% em Nova York este ano, já que a oferta global do produto superou a demanda em mais de 10 milhões de toneladas na temporada terminada em 20 de setembro, segundo informações da Organização Internacional do Açúcar. O excedente deve ser reduzido a 2,6 milhões de toneladas no período 2013/2014 e o mercado global pode enfrentar escassez do produto na temporada seguinte, já que os estoques estão diminuindo e os investimentos no setor estão reduzidos no Brasil, o maior produtor mundial da commodity.

Dificuldades financeiras serão traduzidas no fechamento de outras 20 usinas durante os próximos dois ou três anos, conforme Nastari. Mais de 50 unidades deixaram de operar desde 2007. Enquanto usinas deverão fechar suas portas, contudo, a cana deverá será moída a custos mais baixos, disse.

Isis Almeida (Bloomberg)
Tradução: Vivian Faria – novaCana.com

Tudo sobre etanol

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Imagem do etanol antes de ir para o tanqueEtanol no frasco
O álcool dentro da usinaCana sendo esmagada para virar caldo e depois etanol
O etanol é composto orgânico líquido, sem cor, tóxico, inflamável, com cheiro forte e consistência próxima à da água. É conhecido como "álcool etílico", ou apenas "álcool", apesar deste termo corresponder – oficialmente – a toda uma família de substâncias. Recentemente o termo "bioetanol" também tem sido usado como sinônimo de etanol, quando se quer enfatizar a origem renovável.

Este líquido é muito conhecido pois faz parte do dia-a-dia das pessoas de duas maneiras: como combustível para meios de transporte e, desde a pré-história, como o ingrediente mais famoso de bebidas alcoólicas, como a cerveja, o vinho e a cachaça. Contudo, ele é também matéria-prima industrial, sendo largamente utilizado para fazer perfumes, materiais de limpeza, tintas, solventes e muitos outros produtos.

Estes usos estão relacionados às duas principais propriedades do etanol: inflamabilidade (capacidade de queima) e solubilidade em água (capacidade de se misturar com a água).

De onde vem o etanol?

Embora seja orgânico, o etanol não é encontrado puro na natureza e precisa ser fabricado. Há processos complexos para a obtenção da substância, porém, o mais difundido é a fermentação de açúcares de plantas ricas em açúcar ou amido, como cana-de-açúcar, milho, beterraba e sorgo. No Brasil, a matéria-prima utilizada é a cana, cultura tradicional no país e a mais eficiente na produção de etanol. Nas usinas, a planta é esmagada para se obter o caldo, no qual são jogadas leveduras (fungos) que realizam a fermentação. Existe também a possibilidade de extrair os açúcares para produção de etanol da biomassa da cana, ou seja, da palha e do bagaço que, atualmente, sobram da produção "comum". Porém, a primeira usina no país a utilizar este novo método só vai ficar pronta em 2014. 

Para que serve o etanol?

Apesar de estar presente em diversos produtos do cotidiano, o etanol é mais utilizado, atualmente, como combustível. Para se ter uma ideia, na safra 2012/2013, foram produzidos mais de 21 bilhões de litros do biocombustível, o que equivale a 8.400 piscinas olímpicas. Deste volume, foram consumidos aproximadamente 18 bilhões de litros e pouco mais de 3 bilhões foram exportados.

A primeira vez do etanol

Você sabia que o primeiro registro do uso de etanol em bebidas alcoólicas é de uma produção de vinho por alquimistas da Escola de Salerno, no século 12? Mesmo assim, sabe-se que o composto é usado para este fim desde a pré-história.
Para esta aplicação, o etanol pode ser "puro" ou misturado à gasolina. O primeiro, o "álcool comum" vendido nos postos, é o etanol hidratado, uma mistura com cerca de 96% de etanol e o restante de água. Ele pode ser usado tanto em veículos que funcionam exclusivamente à base de álcool etílico, quanto nos flex (que usam álcool ou gasolina como combustível). Por ser concorrente da gasolina e não apresentar a mesma performance – a eficiência do biocombustível é 30% menor –, o etanol hidratado precisa ser vendido por um preço menor para valer a pena para o consumidor. Esta situação tem sido prejudicial para as usinas que fabricam etanol, uma vez que o governo controla o preço da gasolina através da Petrobras e evita reajustes para não estimular a inflação.

Já o álcool que é misturado à gasolina é o etanol anidro, que possui pelo menos 99,6% de álcool puro. A proporção de mistura é decidida pelo governo de cada país, mas a indústria automobilística tem peso nessa decisão, afinal os motores dos veículos precisam estar aptos a receber gasolina com mais ou menos álcool. No Brasil, esta proporção varia de 20% e 25%, de acordo com determinação do governo. Depois de ficar no patamar dos 20% desde outubro de 2011, em maio de 2013 a gasolina voltou a ter 25%.

Por ser obtido de plantas que podem ser cultivadas continuamente, o etanol é considerado um combustível renovável, ou seja, não se esgota. Isso significa que, nas condições certas, o etanol pode diminuir a dependência de combustíveis fósseis, garantindo segurança energética para os países, principalmente para aqueles que não tem jazidas de petróleo para explorar ou consomem mais petróleo do que produzem.

A fórmula química

O etanol possui sempre a mesma fórmula química: C2H6O (ou, de forma mais detalhada, CH3CH2O). Além disso, é um composto orgânico da família dos álcoois, que são as substâncias orgânicas que possuem o grupo hidroxila (OH) ligado a um átomo de carbono saturado. Como comparação, a gasolina e o diesel podem ter diversos compostos químicos.
As moléculas do etanol
Ele é também um combustível sustentável, pois grande parte do gás carbônico lançado na atmosfera em sua produção é absorvido pela própria cana-de-açúcar durante a fotossíntese. É calculado que o etanol reduz em 89% a emissão de gases de efeito estufa, se comparado à gasolina. Além disso, ele lança menos gases poluentes em comparação com os combustíveis derivados do petróleo, o que o torna um dos mais viáveis ecologicamente.

O resíduo mais importante da produção de etanol é o bagaço da cana, que pode ser utilizado para cogeração de energia. Essa energia é normalmente direcionada para o funcionamento da usina, mas pode atender à população em geral (dependendo, claro, do tamanho da usina e da quantidade de biomassa).

Assim como a gasolina, o etanol combustível é regulado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, por todo o processo de produção, uso e venda do produto, inclusive ao exterior, ele é de interesse dos Ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A principal diferença entre o Brasil e os EUA no etanol

Boa parte da população brasileira associa o etanol a um exemplo de produto com a cara do Brasil, graças ao histórico de cultivo de cana-de-açúcar, a matéria-prima mais eficiente para produzir etanol. E realmente o Brasil tornou-se referência mundial em produção sustentável e eficiente do produto. Mas somos apenas o segundo país que mais produz etanol, os maiores são os EUA. Eles, no entanto, fabricam etanol com milho, uma matéria-prima menos eficiente. 



Impacto Ambiental da Cana-de-Açúcar



Com exceção de alguns estudos da Embrapa Monitoramento por Satélite, são poucos os trabalhos de pesquisa que tenham realizado de forma circunstanciada e abrangente a avaliação do impacto ambiental (AIA) da localização atual do cultivo da cana-de-açúcar. Desconhece-se a existência no Brasil de outros trabalhos de avaliação do impacto ambiental da evolução espaço-temporal do uso das terras em regiões canavieiras, cobrindo - por exemplo - a evolução dos últimos 30 anos.
No tocante à AIA das técnicas e tecnologias empregadas nos sistemas de produção de açúcar e álcool - onde se insere, por exemplo, o caso da queimada da palha da cana-de-açúcar, - três subsistemas foram profundamente alterados, através da implantação do Programa PROALCOOL, em S. Paulo e devem ser simultaneamente considerados: o do cultivo da cana (subsistema agrícola), o da sua transformação em açúcar e álcool (subsistema industrial) e enfim o subsistema de transportes. As conseqüências dessas mudanças sobre o meio ambiente e a sócio-economia das regiões atingidas direta ou indiretamente, apesar de sua magnitude e importância para o país, ainda são globalmente desconhecidos.

Há sentido em discutir o impacto ambiental (ecológico + sócio-econômico) da queima da palha da cana, por exemplo, na medida em que entendemos o impacto ambiental do conjunto dos componentes que atuam no subsistema do cultivo da cana-de-açúcar. Somente no tocante a impacto ecológico, a figura abaixo dá uma visão simplificada das diversas dimensões envolvidas.

Algumas das interações existentes nesse subsistema, como a troca de gases com a atmosfera, por exemplo estão sendo estudadas parcialmente ou monitoradas por instituições, nacionais (INPE, CETESB, Embrapa Monitoramento por Satélite, USP, ECOFORÇA, UNICAMP, CTC etc) e estrangeiras (EPA).

Essas interações variam no tempo com o desenvolvimento e a introdução de novas tecnologias (reaproveitamento do vinhoto, controle biológico da broca da cana, colheita mecanizada de cana crua etc.) e no espaço conforme os solos, o relevo, o clima e o uso das terras. O estudo de um componente ou de uma "flecha" de um subsistema não autoriza ninguém a justificar ou condenar o sistema de cultivo ou a produção da cana-de-açúcar em termos de impactos ambientais. Avaliação do impacto ambiental do sistema de produção da cana-de-açúcar não foi realizada de forma completa, ainda que em caráter piloto, em nenhum lugar de S. Paulo ou no Brasil e ao que saiba-se.



Obter-se um quadro e métodos de referência, contendo um modelo o mais completo possível do sistema de produção da cana-de-açúcar e de suas interferências ambientais, poderia constituir uma base importante para a tomada de decisões ao nível de planejamento ambiental e manejo integrado nas bacias e municípios do interior paulista e de outras regiões do país. Esta página pretende ser uma contribuição nesse sentido, reunindo informações técnicas e conhecimentos científicos sobre o assunto. Isto implica em efetivamente inaugurar no país, uma política territorial, levando ao direcionamento da ocupação e uso do solo. Essa política de grande envergadura deveria ainda contar com a participação dos vários segmentos da sociedade envolvidos num processo decisório, o que forçosamente implica em delinear, a partir da realidade presente, um cenário de paisagem futura para a região. Conciliar desenvolvimento e meio ambiente, gerando perspectivas mais seguras e estáveis para as comunidades, é o desafio para os trabalhos atuais e futuros de pesquisa e desenvolvimento nessa temática.